Aliança avalia viabilidade de sistemas agroflorestais para regularização ambiental no âmbito do TAC da carne

Aliança avalia viabilidade de sistemas agroflorestais para regularização ambiental no âmbito do TAC da carne
julho 14, 2026 Cândida Schaedler

Publicação foi elaborada por GT do coletivo biomático e responde a seis questões  elaboradas pelo Ministério Público Federal (MPF)

A Aliança pela Restauração na Amazônia foi convidada pelo Ministério Público Federal (MPF), em 2025, a avaliar a viabilidade de sistemas agroflorestais para regularização ambiental de imóveis rurais no âmbito do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne, no Pará. A organização montou um Grupo de Trabalho (GT) de Sistemas Agroflorestais e reuniu 30 especialistas para responder a seis perguntas do MPF. O resultado foi lançado em forma de Nota Técnica, em publicação gratuita disponível em nosso site.

A publicação conclui que os SAFs constituem uma alternativa viável e estratégica para promover a recomposição florestal e o cumprimento das exigências legais de regularização, especialmente voltada a agricultores familiares, pequenos produtores e comunidades tradicionais.

“Quando bem planejados, implantados e manejados, os SAFs podem alcançar resultados ecológicos comparáveis — ou mesmo superiores — à regeneração natural, favorecendo a recuperação da biodiversidade, do solo e dos serviços ecossistêmicos, ao mesmo tempo em que fortalecem os meios de vida rurais”, diz o sumário-executivo do texto.

Para isso, o grupo de especialistas da Aliança recomenda a adoção de sistemas com alta diversidade e densidade de espécies nativas, evitando o uso de espécies exóticas invasoras. ”O uso de SAFs deve ser priorizado em áreas com baixa regeneração natural, sendo vedada a supressão de florestas secundárias. Entretanto, pode-se admitir o enriquecimento agroflorestal de áreas já em processo de regeneração”, afirma a nota técnica, que detalha os resultados.

As recomendações apresentadas visam alinhar a regularização ambiental à restauração produtiva e ao fortalecimento das políticas públicas de restauração no Pará, contribuindo para uma pecuária mais sustentável, socialmente justa e ambientalmente responsável na Amazônia. 

Reconhecendo a relevância do trabalho apresentado pela Aliança, em abril de 2026 o MPF enviou um ofício, informando a decisão de inserir uma nova regra no Protocolo de Monitoramento de Fornecedores de Gado da Amazônia, de modo a deixar expressa a viabilidade dos SAFs com as cautelas sugeridas em nossa nota técnica.

A Aliança pela Restauração na Amazônia se coloca à disposição, com seu corpo técnico de especialistas, para colaborar nos próximos passos dessa construção coletiva.

Para fazer download da publicação, clique aqui.