
Evento idealizado pelo iCS, MMA e SEMAS foi realizado em Belém e contou com a organização da Aliança e de parceiros
Promover a integração de territórios da restauração e de organizações parceiras é um dos objetivos da Aliança. Pensando nisso, A Aliança apoiou a organização de Oficina de Integração de Territórios da Restauração no Pará, idealizada pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e a Secretaria de Meio Ambiente do Pará, com apoio do Fundo Vale, o evento foi realizado nos dias 6 e 7 de maio, no Parque de Bioeconomia em Belém, no Pará.
O evento contou com a presença de representantes de instituições públicas, financiadores, organizações da sociedade civil, organizações comunitárias e iniciativas ligadas à restauração para discutir como políticas, recursos e projetos podem se articular melhor nos territórios, especialmente em regiões como Baixo Tapajós, Baixo Xingu e Área de Endemismo de Belém. Entre os principais temas discutidos estiveram os arranjos territoriais para acelerar a restauração, principalmente a maior integração entre iniciativas federais, estaduais e regionais e a consolidação de compromissos conjuntos para os próximos anos.
Programas federais focados em dar escala e organizar a restauração foram discutidos por Thiago Belote (diretor de florestas e biodiversidade do MMA) como Planaveg, Núcleos de Articulação Territorial e Restaura Biomas, bem como iniciativas do estado do Pará como PRVN, AcelerAmazônia e outros forma mencionadas durante fala da secretária de Estado, Renata Nobre.
A secretária executiva operacional da Aliança, Amanda Paiva Quaresma, participou da mesa de abertura. Ela destacou que o espaço é mais uma oportunidade de aproximação com parceiros. “A oficina foi um espaço de escuta ativa, a Aliança e seus parceiros querem ouvir as pessoas que fazem restauração na Amazônia. Mais que ouvir, queremos conectar as pessoas, financiadores e ações que estão nos territórios. A restauração não se mede apenas em números, mas em capacidade de engajar pessoas para recuperar o que já foi degradado”, destaca ela.
O membro do Conselho de Coordenação Estratégica, Rodrigo Freire (TNC), também esteve no evento e apresentou a Articulação Territorial para a Restauração na Amazônia (ATERA), estratégia da Aliança para otimizar, viabilizar e trazer mais eficiência na sinergia das ações regionais de restauração. Para ele, a oficina contribuiu para a integração de dados e oportunizou olhar perspectivas e oportunidades, bem como alertar sobre a necessidade de organizar melhor a canalização de diferentes recursos para implementação.
“Entendo que, como próximo passo, a gente vai planejar, de forma integrada, uma estratégia de governança territorial, considerando arranjos e mecanismos de captação de recursos e direcionamento para apoiar as ações diretas no território”, refletiu Freire. “O que ficou claro também é que há muitas oportunidades, mas, ao mesmo tempo que as iniciativas, os territórios e atores da cadeia da restauração precisam receber suporte para melhorar estruturação de seus planos de negócio”, completou.
Crédito da fotografia: SEMAS/PA.



