Oficina de integração aproxima territórios da restauração na Amazônia

Oficina de integração aproxima territórios da restauração na Amazônia
maio 14, 2026 Cândida Schaedler

Evento foi realizado em Belém e contou com organização da Aliança e de parceiros

Promover a integração de territórios da restauração e de organizações parceiras é um dos objetivos da Aliança. Pensando nisso, o coletivo biomático realizou, em parceria com o Instituto Clima e Sociedade (iCS), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e a Secretaria de Meio Ambiente do Pará, com recursos do ICS e apoio do Fundo Vale, um evento sobre o tema nos dia 6 e 7 de maio, no Parque de Bioeconomia em Belém, no Pará.

O evento contou com instituições públicas, financiadores, organizações da sociedade civil e iniciativas ligadas à restauração para discutir como políticas, recursos e projetos podem se articular melhor nos territórios, especialmente em regiões como Baixo Tapajós, Baixo Xingu e Área de Endemismo de Belém. Entre os principais temas discutidos estiveram os arranjos territoriais para acelerar a restauração, a integração entre iniciativas federais, estaduais e regionais e a consolidação de compromissos conjuntos para os próximos anos.

A secretária executiva operacional da Aliança, Amanda Paiva Quaresma, participou da mesa de abertura. Ela destacou que o espaço é mais uma oportunidade de aproximação com parceiros. “A oficina foi um espaço de escuta ativa, a Aliança e seus parceiros querem ouvir as pessoas que fazem restauração na Amazônia. Mais que ouvir, queremos conectar as pessoas e ações que estão nos territórios. A restauração não se mede apenas em números, mas em capacidade de engajar pessoas para recuperar o que já foi degradado”, destaca ela.

O membro do Conselho de Coordenação Estratégica, Rodrigo Freire (TNC), também esteve no evento e falou sobre a Articulação Territorial para a Restauração na Amazônia (ATERA), estratégia da instituição para fortalecer os territórios de restauração. Para ele, a oficina contribuiu para a integração de dados e oportunizou olhar perspectivas e oportunidades, bem como viabilizar a canalizar recursos para implementação. 

“Entendo que, como próximo passo, a gente vai planejar, de forma integrada, uma estratégia de governança territorial, considerando arranjos e mecanismos de captação de recursos e direcionamento para apoiar as ações direto no território”, refletiu Freire. “O que ficou claro também é que há muitas oportunidades, mas, ao mesmo tempo que as iniciativas, os territórios e atores da cadeia da restauração precisam receber suporte para melhorar estruturação de plano de negócio”, completou.

Crédito da fotografia: SEMAS/PA.