
Nos dias 10 e 11 de junho, parceiros e implementadores do projeto Multiplica Amazônia se reuniram em Belém (PA) para construir de forma colaborativa o planejamento estratégico que irá orientar os próximos dois anos de atuação da iniciativa na Amazônia.
Entre os principais desafios identificados está a escassez de profissionais especializados em restauração florestal na região Norte. Diante desse cenário, o Multiplica Amazônia atuará na formação de novos multiplicadores locais e na transferência de conhecimento técnico para ampliar a capacidade regional de restauração.
As ações de capacitação serão direcionadas prioritariamente a públicos que já atuam nos territórios, como agricultores familiares, povos indígenas, técnicos de assistência técnica e gestores públicos, associando a recuperação ambiental à geração de renda por meio de Sistemas Agroflorestais (SAFs).
Com base em estudos de inteligência territorial, foram definidas três regiões prioritárias para atuação presencial no estado do Pará: Bacia do Xingu, Baixo Tapajós e Área de Endemismo de Belém.
As metas pactuadas entre os implementadores incluem a capacitação de agricultores familiares, comunidades quilombolas, gestores públicos e povos indígenas, com foco na formação de lideranças locais, fortalecimento da assistência técnica e disseminação de práticas de restauração produtiva.
Durante a oficina também foi aprovada a estrutura de governança do projeto, composta por quatro comitês: Gestor, Pedagógico, Executivo e de Comunicação. O modelo busca fortalecer a coordenação entre os parceiros, garantir a qualidade das ações formativas e ampliar a disseminação dos resultados.
A oficina marcou um passo importante para consolidar a atuação integrada do Multiplica Amazônia e ampliar a formação de pessoas capazes de impulsionar a restauração florestal e o desenvolvimento sustentável nos territórios amazônicos.



