
Secretário-executivo Marcelo Ferronato (Ecoporé) mediou o debate, realizado em São Paulo
O papel das remoções no mercado de carbono foi tema de um painel na Conferência Brasileira Clima e Carbono. O debate foi mediado pelo secretário-executivo da Aliança, Marcelo Ferronato (Ecoporé), e abordou o crescimento da demanda por créditos de remoção e os principais desafios técnicos, econômicos e regulatórios para ampliar esse mercado com qualidade, segurança e credibilidade. A Conferência foi realizada entre os dias 27 e 28 de agosto, em São Paulo, e contou com a realização da Aliança Brasil NBS.
O evento mediado por Ferronato foi realizado dia 28 de agosto e reuniu Juliana Rolla, CEO da Oma Ativos Ambientais, Soraya Pires, Global Head of Climate Solutions na Biofílica, Elen Blanco, Coordenadora Sênior de Finanças para o Clima da Conservação Internacional, e Beatriz Pita, Diretora Executiva da Carbô.
A conversa apresentou diferentes perspectivas sobre o avanço das soluções de remoção de carbono e seu papel cada vez mais relevante na agenda climática e na consolidação do mercado de carbono. No contexto climático global, as remoções de carbono assumem um papel cada vez mais estratégico. Embora a redução das emissões continue sendo a prioridade para enfrentar as mudanças do clima, cresce o consenso de que alcançar as metas de neutralidade climática dependerá também da capacidade de remover carbono da atmosfera por meio de soluções de alta integridade ambiental.
De acordo com Ferronato, o Congresso reuniu atores centrais da área e trouxe soluções. Os eixos centrais do debate mediados por ele foram remoções de carbono (ARR), financiamento e demanda de mercado.
“A restauração de ecossistemas deixa de ser apenas uma agenda de conservação nesse contexto e se consolida, segundo os debates, como uma das principais infraestruturas da economia climática. Além de remover carbono, promove a recuperação da biodiversidade, fortalece a segurança hídrica, aumenta a resiliência das paisagens, recupera áreas degradadas, gera empregos e impulsiona novas cadeias produtivas ligadas à bioeconomia e às Soluções Baseadas na Natureza”, afirma Ferronato.



