
Entidade foi representada pelo líder do GT Silvicultura de Nativas, Fabrício Ferreira (Embrapa Amazônia Oriental)
A Aliança pela Restauração na Amazônia participou do evento “Inovação em Silvicultura de Nativas”, realizado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dia 17 de março, no Rio de Janeiro. O encontro celebrou o aporte de R$ 24,9 milhões do BNDES, em parceria com o Bezos Earth Fund, para o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN).
A participação institucional da Aliança, representada por Fabricio Nascimento Ferreira, Líder do Grupo de Trabalho de Silvicultura de Espécies Nativas e Membro do CEE da instituição, foi importante para alinhar demandas de advocacy do setor com a visão de longo prazo do programa, além de posicionar a Articulação de Inteligência Estratégica Territorial para a Restauração na Amazônia (ATERA) da Aliança como mecanismo essencial para a escalabilidade da agenda na Amazônia em Hubs da Restauração. A Aliança destaca o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Fundo Vale na participação do evento.
De acordo com Ferreira, o evento foi estratégico para divulgação e distribuição do documento “Posicionamento sobre Silvicultura de Nativas como apoio na restauração”, que foi lançado no ano passado. “Também distribuímos um flyer especial com QR Codes que dão acesso a nove publicações da Aliança de extrema relevância para a implementação de projetos e políticas voltadas para restauração na Amazônia”, explica.
O líder do GT também destaca as convergências do evento com as demandas de advocacy da Aliança. Para ele, o ponto mais crucial é “o arcabouço legal simplificado e desburocratizado”. Há uma demanda e esperança de simplificação do quadro legal — para reduzir o risco no plantio e manejo de espécies nativas.
“Essa é a principal demanda de advocacy do nosso GT. Não adianta investir milhões em pesquisa se o produtor não tem segurança jurídica e previsibilidade para colher e comercializar sua produção. A articulação no evento foi justamente para acelerar o engajamento de atores estratégicos que podem ajudar a remover esses gargalos regulatórios”, pontua Ferreira.
Os próximos passos da Aliança, nesse sentido, são intensificar a articulação. “Vimos o endosso de alto nível à nossa agenda”, conclui Ferreira.
Este frente de atuação da Aliança conta com recursos do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e do Fundo Vale, no contexto do apoio de secretaria executiva operacional.
Próximos passos da Aliança na agenda de Silvicultura de Nativas
– Intensificar o advocacy regulatório: usar a validação do PP&D-SEN sobre a necessidade de simplificação legal para pressionar por um marco regulatório mais eficiente, focando na segurança da colheita.
– Engajamento da rede de pesquisa: garantir que o conhecimento gerado pelos 53 pesquisadores e 29 instituições do programa na Amazônia seja transferido o mais rápido possível para os nossos Hubs ATERA, retroalimentando as ações no campo.
– Mobilização de recursos: capitalizar o envolvimento do BNDES e do Bezos Earth Fund para atrair novos parceiros e recursos privados, utilizando essa validação institucional como alavanca de fundraising e engajamento setorial.



