Aliança fortalece agenda de Silvicultura de Nativas em evento no BNDES

Aliança fortalece agenda de Silvicultura de Nativas em evento no BNDES
março 30, 2026 Cândida Schaedler

Entidade foi representada pelo líder do GT Silvicultura de Nativas, Fabrício Ferreira (Embrapa Amazônia Oriental)

A Aliança pela Restauração na Amazônia participou do evento “Inovação em Silvicultura de Nativas”, realizado no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dia 17 de março, no Rio de Janeiro. O encontro celebrou o aporte de R$ 24,9 milhões do BNDES, em parceria com o Bezos Earth Fund, para o Programa de Pesquisa e Desenvolvimento em Silvicultura de Espécies Nativas (PP&D-SEN).

A participação institucional da Aliança, representada por Fabricio Nascimento Ferreira, Líder do Grupo de Trabalho de Silvicultura de Espécies Nativas e Membro do CEE da instituição, foi importante para alinhar demandas de advocacy do setor com a visão de longo prazo do programa, além de posicionar a Articulação de Inteligência Estratégica Territorial para a Restauração na Amazônia (ATERA) da Aliança como mecanismo essencial para a escalabilidade da agenda na Amazônia em Hubs da Restauração. A Aliança destaca o apoio do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Fundo Vale na participação do evento.

De acordo com Ferreira, o evento foi estratégico para divulgação e distribuição do documento “Posicionamento sobre Silvicultura de Nativas como apoio na restauração”, que foi lançado no ano passado. “Também distribuímos um flyer especial com QR Codes que dão acesso a nove publicações da Aliança de extrema relevância para a implementação de projetos e políticas voltadas para restauração na Amazônia”, explica.

O líder do GT também destaca as convergências do evento com as demandas de advocacy da Aliança. Para ele, o ponto mais crucial é “o arcabouço legal simplificado e desburocratizado”. Há uma demanda e esperança de simplificação do quadro legal — para reduzir o risco no plantio e manejo de espécies nativas. 

“Essa é a principal demanda de advocacy do nosso GT. Não adianta investir milhões em pesquisa se o produtor não tem segurança jurídica e previsibilidade para colher e comercializar sua produção. A articulação no evento foi justamente para acelerar o engajamento de atores estratégicos que podem ajudar a remover esses gargalos regulatórios”, pontua Ferreira.

Os próximos passos da Aliança, nesse sentido, são intensificar a articulação. “Vimos o endosso de alto nível à nossa agenda”, conclui Ferreira.

Este frente de atuação da Aliança conta com recursos do Instituto Clima e Sociedade (iCS) e do Fundo Vale, no contexto do apoio de secretaria executiva operacional.

Próximos passos da Aliança na agenda de Silvicultura de Nativas

– Intensificar o advocacy regulatório: usar a validação do PP&D-SEN sobre a necessidade de simplificação legal para pressionar por um marco regulatório mais eficiente, focando na segurança da colheita.

– Engajamento da rede de pesquisa: garantir que o conhecimento gerado pelos 53 pesquisadores e 29 instituições do programa na Amazônia seja transferido o mais rápido possível para os nossos Hubs ATERA, retroalimentando as ações no campo.

– Mobilização de recursos: capitalizar o envolvimento do BNDES e do Bezos Earth Fund para atrair novos parceiros e recursos privados, utilizando essa validação institucional como alavanca de fundraising e engajamento setorial.